Educação Financeira em Arquitetura Paisagística

Educação Financeira

Métodos de Ensino Projeto Paisagístico

Profa. Dra. Barbara Irene Wasinski Prado

No primeiro Semestre de 2019, na Disciplina de Projeto Paisagístico, foi utilizada a metodologia de ensino Lógico-Linguística-Racional. Ela consiste na construção de esquemas intelectuais formados a partir da realidade extemporânea aos alunos, porém realidade essa operada no dia-a-dia de todos nós, sem que em geral participemos delas como atores diretos.

Falar de projeto, seja ele qual for é pensar em futuro, em realizar, em transformar uma ideia, que é um esquema intelectual, e desenvolver o processo de materialização dessa ideia.

Do ponto de vista dos estudos de Arquitetura e Urbanismo, há uma relação direta entre os inúmeros autores de projetos com as questões financeiras e econômicas, sejam elas obras isoladas ou estruturas urbanas.

De modo mais pragmático, todo projeto de arquitetura precisa de desenhos que representam as formas a serem construídas, mas essencialmente, precisam de orçamentos quantificados e precificados para se materializarem.

PROJETO DE ARQUITETURA URBANISMO E PAISAGISMO NÃO É SOMENTE DESENHO É TAMBÉM CUSTO, QUE AQUI, NESTA DISCIPLINA ESPECIFICAMENTE, TRATA-SE DO PREÇO DE SUA EXECUÇÃO (DESENVOLVER O JUÍZO DE VALOR FINANCEIRO).

OUTROS CUSTOS DO PROJETO DE ARQUITETURA URBANISMO E PAISAGISMO SÃO TRATADOS NA DISCIPLINA DE PLANEJAMENTO DA PAISAGEM, COMO OS CUSTOS AMBIENTAIS E OS CUSTOS SOCIAIS.

DISCIPLINA PROJETO PAISAGISTICO

A introdução é dada a partir da apresentação inúmeros projetos paisagísticos discutindo-se o Repertório Vegetal, a Composição Paisagística, a Representação Gráfica dos Planos de Massa, de Plantio e os Planos Cadastrais, e as Técnicas e Métodos Construtivos.

Após essa visão geral, são descritos o Projeto Paisagístico do Banco de Boston, da arquiteta brasileira Isabel Duprat, que nasceu antes dos projetos arquitetônicos e projetos executivos de instalações, o qual a arquiteta liderou desde a equipe de arquitetos nos Estados Unidos, até a execução final dos jardins. E também uma imersão rápida, mas importante na visão financeira da obra. Ou seja, a importância do projeto arquitetônico e paisagístico no resultado dos negócios da construção civil. O uso (e as vezes o mal-uso) da arquitetura paisagística para agregar valor ao imóvel e o uso da arquitetura paisagística para a comercialização dos imóveis – “vender o projeto”.

Reforça-se a importância da Arquitetura Paisagística, contestando-se o senso comum que ainda a compreende como ornamentação e assunto secundário, inclusive no meio da construção civil.

A Arquitetura Paisagística-AP, não é complementar à obra arquitetônica ou urbanística. Ela é a própria Arquitetura e o Urbanismo desde a paisagem projetada.

E para complementar introduzimos um assunto ainda pouco tratado na vida dos estudantes, exceto em áreas muito especializadas como a Economia, Administração de Empresas, Finanças e outras áreas, que a Importância do Projeto Arquitetônico no Resultado dos Negócios.

Foram pesquisadas duas empresas construtoras brasileiras e analisados seus diferenciais quanto à gestão dos negócios.

Três desses estudos podem ser observados nos links a seguir:

Importância do Projeto nos Resultados Econômicos da Obra

Educação Financeira em Arquitetura Paisagística

Seminário de Educação Financeira

A segunda abordagem dada ao processo de ensino aprendizagem está o desenvolvimento da compreensão da execução de uma obra paisagística.

A partir da audiência de um filme de curta duração, sobre a execução de um jardim, uma timelapse assistida repetidas vezes, desde a demolição de algo existente num terreno até o plantio e limpeza da obra, os alunos são instruídos a observar atentamente:

A partir destas observações os alunos devem descrever:

A observação possibilitará o desenvolvimento da percepção do processo de criação do projeto e da elaboração da obra (escolhas de técnicas construtivas, modos de aplicação de materiais, esforços humanos do processo construtivo, dificuldades técnicas, exercícios de criatividade).

Na segunda abordagem dada ao processo de ensino aprendizagem é relacionado a construção do repertório vegetal do estudante. Neste processo a vegetal é o material de construção do espaço livre e sua distribuição e aplicação no projeto é estudada nos aspectos compositivos da paisagem. Como referência é utilizado o projeto do Palácio dos Leões, realizado por Roberto Burle Marx em 1968 e novamente anos mais tarde em 1973, com os arquitetos Haruoshi Ono e José Tabacow, onde se estudam as espécies aplicadas, e as composições obtidas.

Na terceira abordagem os estudantes exercitam o projeto paisagístico, aplicando as teorias, as técnicas e métodos de projeto para o desenvolvimento de um espaço livre no qual devem, após a concepção projetual, definir as estratégias construtivas, a quantificação e a precificação (dos materiais específicos do jardim e a vegetação).

Neste exercício, o espaço livre deve conter um tanque de água (fonte, piscina, lago, espelho d’água, alagado construído, jardim de chuva, outros) a fim de detalhar sua construção e seus equipamentos funcionais (entrada e saída das águas, filtros, bombas, casas de máquinas, caixas de passagem, instalações, etc.).